A desconsideração da personalidade jurídica nas execuções trabalhistas:

uma análise crítica da teoria menor e suas implicações à segurança jurídica

Autores

  • Tania Alencar de Caldas Faculdade Santa Lúcia
  • Janielly Batista de Souza Faculdade Santa Lúcia

Palavras-chave:

direito societário; desconsideração da personalidade jurídica; Teoria Menor; autonomia patrimonial; segurança jurídica.

Resumo

Este artigo analisa o instituto da desconsideração da personalidade jurídica no âmbito das execuções trabalhistas, com foco na aplicação da teoria menor e seus reflexos na segurança jurídica do direito societário. Partindo do princípio da autonomia patrimonial, corolário da personalidade jurídica das sociedades empresárias, o estudo investiga como a simplificação dos requisitos para o seu afastamento, pautada no mero estado de insolvência da empresa e no princípio da proteção do trabalhador, tem gerado insegurança para os sócios e desincentivado investimentos. Por meio de pesquisa qualitativa, utilizando-se do método dedutivo e de revisão bibliográfica e jurisprudencial, demonstra-se a disparidade de tratamento entre a esfera trabalhista, na qual prevalece a teoria menor, prevista no artigo 28, § 5º, do Código de Defesa do Consumidor (CDC), e a esfera cível, em que se exige a comprovação de abuso ou desvio de finalidade pela teoria maior, prevista no artigo 50 do Código Civil (CC). A análise de julgados de diversos Tribunais Regionais do Trabalho, em períodos econômicos distintos, confirma a banalização do instituto, transformando a exceção em regra. Conclui-se que, embora seja louvável a intenção de proteger o crédito trabalhista, a aplicação automática da desconsideração da personalidade jurídica da empresa sem a devida análise dos pressupostos materiais viola os princípios da segurança jurídica e do devido processo legal, criando desequilíbrio em prejuízo da atividade empresarial que é exercida regularmente.

Biografia do Autor

Tania Alencar de Caldas, Faculdade Santa Lúcia

Doutora pela Universidade Estadual de Campinas (2013). Doutora pela Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp (2017). Mestra em Ciência da Computação pelo Instituto de Computação da Unicamp (2020). Leciona nos cursos de graduação em Direito, Logística, Ciências Contábeis, Engenharia, Gestão em Recursos Humanos, Gestão Financeira, Gestão Empresarial e Produção Industrial. Pós-graduada em: Economia; Direito Tributário; Direito Empresarial; Educação e Direito Digital, Compliance e LGPD; Computação Forense e Perícia Digital; Graduada em: Administração (2018), Comunicação, Letras, Pedagogia e Direito. Participa dos GTs da Associação Brasileira de Normas Técnicas: ABNT/CB-014, Informação e documentação e ABNT-CEE-093, Gestão de Projetos. Pesquisadora do Laboratório de Cadeias Produtivas - Lacade - Faculdade de Ciências Aplicadas-Unicamp; Revisora dos periódicos: Revista Direito em Debate, Revista Brasileira de Educação Médica e Revista Caderno de Estudos e Pesquisas Universitas. Experiência nas áreas de: direito, administração, políticas públicas, economia, educação, logística, computação e saúde. Avaliadora Externa do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, INEP/MEC, Brasil; Portaria 376/2023.

Janielly Batista de Souza, Faculdade Santa Lúcia

*Este artigo é parte integrante de Trabalho de Conclusão de Curso defendido em outubro de 2025, pela
discente Janielly Batista de Souza, como pré-requisito para obtenção do título de Bacharel em Direito
pela Faculdade Santa Lúcia, sob orientação de Prof. Dra. Tania Alencar de Caldas.

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Publicado

2026-06-22

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Artigos